PLANETA TERRA – 2011
(QUEM ESTÁ COMIGO?) (por Sheila Mara Couto de Moura)
Nesse mês de outubro a população mundial alcançará a fabulosa marca de sete bilhões de pessoas. A mídia de maneira geral tem divulgado esse evento. Fico com a impressão, no entanto, que as pessoas não dão muita importância a esse fato. Talvez seja porquê, na correria pela sobrevivência, não parem prá pensar que é preciso parar prá pensar no significado dessa notícia.No que ela representa. Vamos pensar em primeiro lugar sobre o que representa a expressão sete bilhões. Talvez não chegue a um bilhão o número de pessoas que consigam ter idéia do que a expressão sete bilhões signifique. Se pudéssemos dividir a população mundial em grupos de mil precisaríamos de mil grupos de mil para formar um milhão e mil grupos de um milhão para formar um bilhão. Aí, multiplicando por sete…, ou seja, uma loucura. É gente demais!
Precisamos entender essa realidade para entendermos o reflexo dela sobre o conjunto dos habitantes do planeta Terra. A maior preocupação dos governantes,então, é garantir que o mundo tenha comida para tanta gente. Desde que o mundo é mundo, entretanto, essa meta ainda não foi atingida. É muita gente passando fome. Pior, é muita gente morrendo ( literalmente) de fome.Esse é apenas um dos aspectos que geram preocupação mas , certamente podemos colocá-lo no topo dos aspectos mais relevantes para o bem da humanidade. Gente bem alimentada, tem inteligência garantida e disposição para o trabalho, fatores que desencadeiam a solução de todos os outros problemas que a humanidade possa vir a ter. Entretanto, em relação à humanidade, existe outro problema a ser considerado: a própria humanidade.
Quem sou eu nesse mundo praticamente imensurável para a maioria de nós? Que diferença faço nesse mundo? Quem me ama? Quem sabe que eu existo? Quem me vê?
Dos sete bilhões de pessoas que dividem o mundo comigo, quem me conhece?Considerando-se que eu viva aproximadamente 80 anos, o que é uma bela projeção em termos de vida, quantas pessoas participarão do meu ciclo de vida?
Se eu molhar a ponta do meu dedo indicador e o encostar numa porção de areia, a areia que ficar grudada em meu dedo talvez represente mais do que o número de pessoas com as quais conviverei.
Vamos supor: 500 pessoas? 1000 pessoas? Nem sei. Precisarei ter uma presença muito marcante nessa vida para que 1000 pessoas saibam de mim e mais ainda,lembrem de mim, lamentem minha morte.
Pensando nisso, precisamos voltar nosso olhar para quem divide conosco, o mesmo pequeno espaço nesse mundo: quem nos gerou, quem faz parte do nosso círculo parental ou vicinal, colegas de escola e de trabalho, pessoas que conheço no social etc. E então, já deu mil?
Alguns conceitos precisarão fazer parte da nossa rotina comportamental em relação a essas pessoas: Atenção, educação, solidariedade, simpatia,empatia,paciência, boa vontade, compreensão, amizade,amor e outros tantos despertados pelo melhor que temos em nós. Entretanto, o que temos observado é que de maneira geral estamos apenas invejando, desdenhando, preconceituando, roubando, explodindo, matando.Não podemos esquecer que as pessoas que giram em nosso entorno são as mesmas que levarão nosso nome e nossa presença o mais longe possível. Se pelo bem, enquanto estiverem vivas e quem sabe também seus filhos, nós também estaremos vivos, através de seus relatos agradáveis a nosso respeito, garantidos pelas boas lembranças que terão de nós.
Será isso a tão sonhada eternidade? É bom refletir sobre isso.
Vida e morte
“Dos eventos desse mundo
O mais complexo e profundo
Sem dúvida, ninguém duvida
Que seja a dádiva divina
Da humanidade:A vida! (que podemos e devemos compartilhar)
O mistério que a circunda
Provoca e instiga o homem
Que se de um lado a conhece
E gosta bem de vivê-la
Seu outro lado quis a sorte
Que desconhecido ficasse
E desafiando o homem
Sentada e só esperando—
A morte! (onde possivelmente estejamos irremediavelmente sozinhos)
Sheila Mara Couto de Moura | Psicopedagoga | Sim Assessoria www.simassessoria.com.br